terça-feira, 8 de outubro de 2013

Visita à Igreja Nossa Senhora do Monte Negro

Altar da igreja  
Monge Miguel  que nos recebeu na igreja.
Nave do Templo
Maquete da igreja
Cadeira do Bispo
Profa.Rosângela de Souza

Diogo  Maurício dos Santos e
Rafaela Leonardi - Alunos do 2º ano do Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino - Sala SAPE
 - Sob Orientação da Professora: Rosângela de Souza 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A construção da Ferrovia de Jundiaí


  A cidade de Jundiaí teve o seu crescimento acelerado a partir de sua ligação por via férrea com São Paulo, em fevereiro de 1867. Ali passaram a chegar todas as cargas do interior para canalizar seu transporte para o porto, via ferrovia, primeiro em lombo de burro, e a partir de 1872, com a construção, a partir dali, da Companhia Paulista e da Companhia Ytuana, por via férrea. A Paulista também construiu ali, um quilômetro à frente da estação terminal da SPR, os seus escritórios e oficinas.
  Até 1970, a linha daItuana - pertencente então à Sorocabana, que a encampou em 1905, saía dessa estação em direção a Itu, Mairinque e Piracicaba.

  ACIMA: NOS TEMPOS DA YTUANA... (esquerda) A saída dos trens da linha da Ytuana era por aqui, em 1950. 


  Compare com a foto da direita, tomada no mesmo local em 10/7/2009. As controvérsias acerca de como a Sorocabana (dona da defunta Ytuana desde 1905) encostava ali dão conta que, em princípio, segundo Alberto Del Bianco, a Ytuana encostava ali de ré para partir o trem depois de sua locomotiva manobrar num triângulo (de bitola métrica, claro) que existia junto ao primeiro viaduto, sentido interior (Fotos Carl Heinz Hahmann e Thomas Correa). 


ABAIXO: Ponto de baldeação para a Ytuana, nos anos 1920 (Autor desconhecido).

  Hoje a estação atende aos trens metropolitanos da CPTM, sendo que o último trem de passageiros da Fepasa passou por ali em 15 de janeiro de 1999. 

  "Nunca me  esqueço e tenho saudade de quando eu era pequena e nossa família pegava o trem na estação ferroviária de Jundiaí. Íamos em direção a São Paulo ou Santos. 
  Quando o trem parava na estação, meu pai nos pegava no colo (eu e minha irmã) e nos
colocava dentro do trem através da janela. Virávamos os bancos e nos sentávamos de frente. Era maravilhoso e divertido ver as paisagens, passar pelos túneis... descer a serra do mar até Santos era divino e assustador devido à altura. Não dá para acreditar que não temos mais nossos trens de passageiros circulando. É muito triste" (Marisa Franchi, 04/2005).

  "Nos horários em que circulam 3 composições na extensão operacional Francisco Morato-Jundiaí, ao chegar nesta última estação, os trens fazem um rabicho de manobra seguindo até o final da eletrificação, próximo a Jundiaí Paulista e em frente a um trevo da Avenida União dos Ferroviários. Neste ponto, o maquinista desliga o trem, desce e troca de cabine (de uma ponta para a outra) para voltar para Francisco Morato. mas os TUEs da série 1700 simplesmente liberam o mecanismo das portas quando desligados e os vida-boas que já estavam aguardando aproveitam, abrem tranquilamente as portas (sem fazer força), e viajam para São Paulo sem pagar um centavo. Aliás, eu acho engraçado quando os série 1100 fazem esse rabicho: como muitos desses vida-boas não sabem distinguiras séries, forçam a porta e não conseguem abrir, aí ficam mais 25 minutosesperando" (Rafael Asquini, 05/2007). 

ACIMA: A velha estação de Jundiaí, ponto final das linhas da CPTM, tendo em frente à praça que dá acesso ao centro da cidade e do outro lado uma quantidade enorme de containers que aguardam embarque ferroviário para o porto de Santos pela MRS (Foto Ricardo Koracsony, 2007). ABAIXO: Enquanto isso, ao lado da estação, a cabina de comando de Jundiaí se vai rapidamente. A foto da esquerda é de 2003; a da direita, de 2005 (Fotos Thomas Correa).



"Em Jundiaí fazia-se a troca de tripulação e de locomotivas entre a SPR (depois EFSJ e RFFSA) e a Cia. Paulista (depois FEPASA) nos trens de longo percurso. Às vezes esperávamos quase meia-hora em Jundiaí até chegar a tração da Fepasa para continuarmos a viagem. E uma vez como demorou demais, quase 55 min, discussão na estação, xingamentos, e a English Electric da RFFSA obteve autorização para ir adiante, mas saltei em Campinas, não sei até onde ela foi, ou se voltou dali. Não foi com tripulação RFFSA, foi com pessoal Fepasa. Foi a única vez que a vi seguir além de Jundiaí" (José Roberto Garbe Habib, 23/10/2009).

Estação de Jundiaí, tirada sentido interior.

  A estação ferroviária de Jundiaí foi tombada pelo CONDEPHAAT em 21 de junho de 2010, pelo ofício 1413/2010 do processo 60142/2009.  A carta de comunicação aos interessados foi emitida em 22 de julho de 2010. O tombamento havia sido pedido por mim, Ralph Mennucci

Trens:

  De acordo com os guias de horários, os trens de passageiros param nesta estação desde o ano de 1867.

ACIMA: Pátio de Jundiaí em 1967. ABAIXO: Vista do triângulo de reversão da Santos-Jundiaí em 1967 (Revista Manchete).

A estação no século XIX.
Plataformas da estação, sem data.
A English Electric em Jundiaí, em 1982.


Plataformas da estação, sem data.


Plataformas da estação, em 1997.


Fachada da estação, em 2001.


TUE da CPTM na estação, em 25/12/2003.



Fontes: 

  Pesquisa local:Ralph M. Giesbrecht; Marisa Franchi; Rafael Asquini; Kleber Ragassi; Guilherme Alpendre; Fernando Picarelli; Adriano Martins; William Gimenez; Thomas Correa; Ricardo Koracsony; Museu da Cia. Paulista, Jundiaí; Manchete, 1967; Guia Levi, 1932-80; São Paulo Railway: Relação oficial de estações, 1935; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht.

Fábio Chaves Garcia, Felipe de Paula, Fernando de Paula, Jonathan Felipe Marques e Pedro Gabriel   Peresin - Alunos do 2º ano do Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino - Sob Orientação da Professora: Rosângela de Souza

Ferrovia de Jundiaí

O começo



  Tudo começou em 1864, quando a São Paulo Railway Company, que ligava Santos a Jundiaí, declarou-se impossibilitada de prolongar seus trilhos até Campinas. Em 1867 um grupo de fazendeiros negociantes e capitalistas se reuniu com o Conselheiro Joaquim Saldanha Marinho, Presidente da Província de São Paulo e decidiu fundar a Companhia Paulista, para atender ao progresso da lavoura cafeeira.  Sendo fundada em 16 de fevereiro de  1.867.

A construção

  A construção da estrada foi iniciada em 1870 e, em 1872, circulava o trem inaugural. Com a chegada dos trilhos às margens do Rio Mogi Guaçu, foi criado o serviço de navegação fluvial entre Porto Ferreira e Pontal.
  O primeiro trem de tração elétrica da América do Sul circulou nas suas linhas em julho de 1922.

                                                       Inauguração da Estação Ferroviária Original de Jundiaí - 1909

Mudança de combustível


  Em 1916, quando houve as dificuldades em obter combustível por preço conveniente, a Diretoria da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, ordenou aos técnicos que examinassem a possibilidade de substituir a tração a vapor pela elétrica. 
  A tarefa de mudar não era fácil pois os engenheiros tinham pouco conhecimento sobre o assunto. Foi necessário  recorrer à várias experiências: Americana e Europeia 
  Assim “aposentando” a velha Maria-fumaça, a base de lenha e carvão, por linhas e trens elétricos.

Locomotiva Maria Fumaça

Primeira Locomotiva Elétrica Brasileira fabricada pela General Electric.

Porto Seco

  Com as ferrovias o transporte de cargas com grandes quantidades eram mais fáceis. 
  Jundiaí tinha um grande porto seco onde eram executadas operações de movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias e de bagagem.
  Era um centro importante, onde por lá passava várias cargas vindo de várias regiões, até que em 2011 foi cancelado este serviço. Aumentando o número de caminhões nas estradas e também o aumento do custo do frete para as empresas que utilizavam esse serviço.

Trens de carga e os contêineres onde ficava o antigo porto seco

Ao fundo o antigo porto seco

Museu

  Em 9 de março de 1979 foi fundado o Museu Ferroviário no Brasil, Irineu Evangelista de Sousa (Barão de Mauá) para ser um Centro de Referências, Preservação sobre os suportes materiais da memória e a história da ferrovia da cidade de Jundiaí. No entanto, após seu restauro, foi reaberto com novas bases museológicas, em 14 de maio de 1995, denominando-se Museu da Companhia Paulista.
  Desta forma, o Museu retrata a cidade de Jundiaí como berço da ferrovia, visto que Cia. Paulista de estradas de ferro resultou como porta de entrada para o desenvolvimento social, econômico e político da cidade e de todo interior paulista.

Entrada do Museu Ferroviário

PASSAGENS IMPORTANTES DA HISTÓRIA DA CIDADE ATRAVÉS DA CIA. PAULISTA:


  • 1º trem de tração elétrica da América do Sul em 1922;
  • Institui a 1ª Previdência Social no Brasil em 1923, foi fundada a caixa de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários;
  • Integrou a 1ª direção de fundação do Gabinete de Leitura Rui Barbosa;
  • Fundou a 1ª Diretoria do Paulista Futebol Clube;
  • Fundou o Grêmio Recreativo dos empregados da Cia. Paulista;
  • Escola Profissionalizante em 1901 para os próprios funcionários da Cia. Paulista, denominando-se SENAI em 1936;
  • Criou o 1º Horto Florestal experimental em Jundiaí, nomeando o Engenheiro Agrônomo Edmundo Navarro de Andrade como 1º Diretor em 1903;
  • Construiu o 1º núcleo de casas populares em Jundiaí para seus funcionários, existentes até hoje, próximo ao Cemitério Nossa Senhora do Desterro.


Período Imperial

  A construção das ferrovias no período imperial foi criado para facilitar o transporte de produtos de regiões distantes com o transporte mais rápido e econômico. 


  Foi também nessa época que os imigrantes (a maioria de italianos) começaram a chegar na cidade e fincar suas raízes.



Estação Jundiaí
                                                                                          Estação em 1980
                                                                                 Estação em 2002
                                                                                Estação Jundiaí em 2008
                                                                   Estação ferroviária  atualmente
                                                                  



Juliana Taisa de Souza, Larissa G. Fernandes de Souza, Pamela Maria dos Santos - Alunos do 2º ano do Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino - Sob Orientação da Professora: Rosângela de Souza

Serra do Japi


  A Serra do Japi é uma pequena cadeia montanhosa localizada no sudeste do estado de São Paulo.

  Com seus 354 quilômetros quadrados de área, cujo ponto culminante atinge 1.250 metros de altitude, faz divisa com quatro municípios: Jundiaí, Pirapora, Cajamar e Cabreúva, e apresenta um grande número de espécies e vegetais.

  A região é um raro remanescente da Mata Atlântica no interior do estado de São Paulo. As belezas naturais constituídas de matas secundárias em solo de quartzo, são dignas de preservação como fatores de equilíbrio ecológico e climático. 

  A Serra do Japi é um raro remanescente de Mata Atlântica no Interior do Estado de São Paulo. A riqueza de sua biodiversidade está diretamente relacionada ao fato de que a Serra do Japi se localiza em uma região ecotonal, ou seja, uma região de encontro de dois tipos de florestas: a Mata Atlântica característica da Serra do Mar e a Mata Atlântica do interior paulista.

  Seu nome tem várias justificativas, como a semelhança com o canto de um pássaro , e o significado da palavra tupi-guarani iapy (nascente de rios). A riqueza hídrica da Serra, mereceu a denominação de “castelo de águas” por parte de naturalistas europeus. Este foi um dos aspectos considerados no processo de tombamento da Serra do Japi pelo CONDEPHAAT, além da existência de um mosaico de ecossistemas representativos em termos de flora e fauna, capaz de funcionar como espaço serrano regulador para a manutenção da qualidade de vida.

  A Serra do Japi também representa uma das últimas grandes áreas de floresta contínua do Estado de São Paulo e é o testemunho de uma flora e fauna exuberante que existiam em grande parte na região sudeste do Brasil.



  As diferenças de altitude, temperatura, umidade e solo encontrado na Serra do Japi contribuíram para a formação dos diferentes tipos de vegetação arbórea. 

  As encostas e topos de morros fragilmente implantados funcionam como banco genético de vegetação tropical adaptada às áreas de solos ácidos e de baixa fertilidade natural, constituindo-se num importante refúgio para a fauna remanescente dos planaltos cristalinos interiores do Estado de São Paulo.


Antigamente


  A região de Jundiaí, até início do século XVII, era habitada exclusivamente por povos indígenas; alguns grupos viviam em clãs familiares, caracterizando-se pelo nomadismo e outros eram sedentários. De origem tupi, se dedicavam à produção de milho e de mandioca. Eram povos guerreiros, bons caçadores e pescadores, organizando-se em aldeias compostas por cabanas circulares feitas de tronco e cobertas de palha. Parte da cultura indígena foi incorporada pelos brancos colonizadores, como a utilização de queimadas na lavoura.


Atualmente

  A Serra é mais conhecida por sua diversidade biológica. Apesar da ação do homem por todos esses anos, ela ainda conserva exemplares raros em sua fauna e flora. É uma importante base de estudos de biólogos e cientistas e demanda grande esforço de preservação de suas raridades. Há mais de 650 espécies de borboletas, 29 de anfíbios, 19 de répteis, 31 de mamíferos, 216 de aves, além de insetos, aracnídeos, peixes, etc.
  O abandono de animais na Serra também é um problema sério, pois interferem na fauna e flora, extinguindo alguns animais através da caça, além de ser considerado crime.

  Tombada em 1983 pelo CONDEPHAAT e declarada pela UNESCO, em 1992, Reserva da Biosfera, conta com leis nas instâncias federal, estadual e municipal que regulamentam sua proteção como Área de Reserva e Proteção Ambiental.


Referência: http://pt.wikipedia.org/wiki/Serra_do_Japi.


Geovanne G. Sanches e Jonas F. Barbosa - Alunos do 2º ano do Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino - Sob Orientação da Professora: Rosângela de Souza

Cemitério Nossa Senhora do Desterro


  Ao visitar o cemitério de Jundiaí, encontramos um dos túmulos mais famosos do cemitério, o do Dr. Leonardo Cavalcante, que tem uma estátua de uma mulher chorando em cima de seu tumulo, essa mulher, era sua noiva na época de seu falecimento.
  Como vocês podem ver na foto, a estátua foi feita e colocada lá após um tempo:

















  Como podemos ver, no cemitério Nossa Senhora do Desterro, temos túmulos de diversos tamanhos, gostos e formas, desde o mais simples ao mais sofisticado, com estátuas em mármore e tudo mais:




Sepulturas de valor histórico

1.Sepultura do Barão do Japi (1888)

2.Sepultura da Baronesa do Japi (1912)

3.Sepultura de Anna Joaquina do Prado Fonseca, Baronesa de 

Jundiaí (1906)

4. Sepultura família Francisco Antônio de Queiroz Telles.
  Descrição: Mausoléu de estilo neogótico, constituído de peças pré-moldadas, de arenito amarelo com rico trabalho de cantaria; cobertura de chapas de cobre (cumeeiras em cruz e duas águas em cada quadrante); portão de ferro com adornos artísticos e vitral superior em ogiva; vitrais laterais e de fundo, em ogiva, ricamente laborados; altar de mármore carrara esculpido; Pintura mural em paredes e teto.

  Conclusão

  O Cemitério Nossa Senhora do Desterro, é um lugar muito interessante, onde podemos saber mais sobre a história de nossa cidade, posso afirmar que se vermos com uma visão mais histórica, conseguiremos observar várias curiosidades e crenças das pessoas em que lá estão enterradas. Como por exemplo, o Barão e sua família, que eram maçônicos, curiosidade que poucas pessoas conhecem, nota-se a presença de vários símbolos maçônicos nos túmulos, como por exemplo a tocha invertida. Para disfarçar esses símbolos, foram colocados símbolos cristãos como a cruz em meio a tochas invertidas.

João Victor Cabrera de Oliveira e Rhaiza Fernanda da Silva - Alunos do 2º ano do Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino - Sob Orientação da Professora: Rosângela de Souza



quarta-feira, 3 de julho de 2013

História da Bandeira Nacional Brasileira

            A atual Bandeira Nacional foi adotada quatro dias após a Proclamação da República brasileira, que aconteceu em 15 de novembro de 1889. Sua reelaboração foi feita pelo positivista Raimundo Teixeira Mendes, Miguel Lemos, diretor do positivismo no Brasil na época, o astrônomo Manuel Pereira Reis e o pintor Décio Villares.
A bandeira republicana manteve o retângulo verde com o losango amarelo que já existia na Bandeira Monárquica, mudando apenas seu significado, na monarquia o verde era em referência a casa de Bragança da qual fazia parte D. Pedro I, já na bandeira republicana, o verde simboliza a diversidade das florestas e matas brasileiras. O amarelo deixou de simbolizar a casa de Habsburgo da qual fazia parte D.Leopoldina, para mostrar a abundancia dos minerais e o solo brasileiro. Foi retirado o brasão da família real e inserido um circulo cuja cor azul passou a representar o céu com estrelas que seriam os Estados brasileiros e o Distrito Federal, com uma faixa com a frase positivista do francês August Comte, “Ordem e Progresso”.
O Positivismo é uma teoria social desenvolvida no final do século XIX e início de XX, por francês inicialmente que pregavam uma divisão das classes sociais no qual cada um deveria dizer qual seria a sua função para um progresso maior da nação. August Comte, criador da frase “Amor, ordem e Progresso”, via o amor como um fundamento, a ordem como algo necessário, e o progresso como objetivo final.
Segundo a Constituição brasileira, a Bandeira Nacional deve ser colocada em todos os órgãos públicos, escolas, secretária de governo, etc. É um dos símbolos mais importantes, sendo oficial da república, os outros símbolos são: As Armas Nacionais, o Hino Nacional e o Selo Nacional.
O Dia da Bandeira é comemorado no dia 19 de novembro, nesta data ocorre no país diversos eventos e comemorações cívicas. É um momento de homenagear o símbolo que representa a pátria. Estas comemorações ocorrem geralmente acompanhadas do Hino Nacional Brasileiro.
Quando várias bandeiras são hasteadas em nosso país, a brasileira deve ser a primeira a chegar no topo do mastro e a última a descer. Quando uma bandeira brasileira fica velha, suja ou rasgada, deve ser imediatamente substituída por uma nova. A bandeira velha deve ser recolhida a uma unidade militar, que providenciará a queima da mesma no dia 19 de novembro. Se a bandeira for hasteada no período noturno , deve ser iluminada.

A Bandeira Nacional, foi criada em um contexto em que os militares conquistaram o poder (os primeiros presidentes da República eram militares, tanto que  esse período ficou conhecido como República da Espada) e a frase positivista da bandeira, mostra o lado conservador de tais governantes.


Joyce Roberta Pinheiro -Aluna do 2° ano do Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Conceitos básicos para entender a atual política brasileira

Estou acompanhando com muita angústia as atuais manifestações no Brasil. Infelizmente, percebo que a maioria das pessoas que estão nas ruas não sabe ao certo o que estão fazendo ali, gritam e carregam faixas com frases que viram no facebook e/ou falaram na televisão.
            Como o principal objetivo desse blog é dar informações, segue alguns termos importantes para entender como funciona a política brasileira, explicados de maneira didática e sucinta:

Constituição:
São as leis, normas e regras de um país que ditam o funcionamento do Estado. No Brasil e em países democráticos, a Constituição é elaborada por uma Assembléia Constituinte eleita pelo povo como poder legislativo.
A atual Constituição Brasileira foi promulgada em 1988 (e foi a nossa sétima constituição desde a independência em 1822).

Segundo a constituição, o Brasil é um país republicano, com presidente com mandato de 4 anos podendo ser reeleito para um segundo mandato (segundo a emenda constitucional de 1997, feita durante o primeiro mandato de FHC), pluripartidarismo, voto  secreto e direto, (...)
Para ver a nossa constituição completa, acesse:
         
Plebiscito:
Consulta ao povo sobre uma questão específica para o país por meio de votação: “sim” ou “não”. É convocado e aplicado antes do ato legislativo ou administrativo, visa a aprovação de uma lei que ainda vai ser criada.
No Brasil, tivemos um Plebiscito importante em 1993, no qual o povo foi consultado sobre a forma de governo do país, se continuaria uma República Presidencialista, ou se passaria a ser uma República Parlamentarista ou voltaria a Monarquia, venceu manter a República Presidencialista.

Referendo:
O Referendo é muito parecido com o Plebiscito, também é uma forma de consultar a população sobre uma decisão que envolve o país por meio de votação. Porém, é convocado e aplicado depois da criação do ato legislativo ou administrativo, por meio do qual o cidadão pode ratificar ou rejeitar a proposta de lei, visa a aprovação de uma lei já criada. 
Em 2005 tivemos um Referendo no Brasil sobre o desarmamento, no qual a população brasileira votaria pelo Sim (desarmar o Brasil) ou pelo não desarmamento. O “sim’ venceu.

PEC:
Proposta de Emenda Constitucional, ou seja, insere ou modifica algo da constituição, no caso da brasileira, na Constituição de 1988.

E o famoso PEC 37, que já foi vetado, pretendia tirar o poder de investigação do Ministério Público e deixa-lo nas mãos apenas da polícia, que já tem isso como obrigação. 

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Portanto, caro leitor, antes de discutir com alguém, ou escrever cartazes e ir para as ruas se manifestar, se informe. Aqui estão ALGUMAS informações BÁSICAS para você COMEÇAR a entender a política do seu país. 

E cuidado com a hipocrisia: 

Carolina Duarte de Oliveira Lopes é professora da rede pública e privada de Ensino, licenciada em história pela UNESP-Assis.